quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Nun’Alvares

Tive curiosidade em saber mais sobre esta grande figura da história de Portugal, uma vez que ultimamente se tem falado muito sobre a sua santidade.
Aqui está um pequeno texto de Aura Miguel, que resume a sua vida.




Nunca vacilou nem desistiu de lutar. Mesmo no meio das mais graves adversidades, num país desorientado, com traidores a governar, nunca desanimou nem perdeu a esperança. Tinha uma certeza inabalável. A sua identidade de português era inseparável do seu amor a Cristo e à Igreja. E deu a vida por isso.
O carácter de Nun’Alvares Pereira era tão fascinante que, além dos milhares de homens que tinha no seu exército, até o inimigo o respeitava. Um pequeno grupo de castelhanos arriscou mesmo entrar no seu acampamento só para o ver, face a face, tal era a sua fama de santidade! Pelos serviços que prestou, o rei encheu-o de títulos. Era dono de quase metade de Portugal. E merecia-o… Mas a sua nobreza era de outra estirpe, bem maior do que as honras e louvores do mundo. Deixou tudo e fez-se pobre por amor a Cristo. O homem que merecia ser servido, acabou a vida a servir.
Amanhã, o Papa anuncia a data da sua canonização. Ou seja, vai propor ao mundo – e especialmente aos portugueses - Nun’Alvares como modelo.
Que o novo Santo português nos ajude a combater o bom combate!

Aura Miguel, jornalista da RR

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Aguda (VN Gaia), Fev 2009



...de tarde, visita à Estação Litoral da Aguda.

Aguda (VN Gaia), Fev 2009



Lindo dia.
Belo passeio com a família, almoço perto da praia ("Museu do Mar", Miramar) e...

Aguda (VN Gaia), Fev 2009



Aguda, terra de pescadores.

Miramar - Senhor da Pedra (VN Gaia), Fev 2009



...descansar um pouco.

Francelos - VN Gaia, Fev 2009



Tive necessidade de parar e...

Alunos do Leste arrasam a Teoria do Coitadinho - IV

Sou professor e venho aqui dizer apenas uma das muitíssimas experiências gratas que possuo com alunos vindos do "leste". Ora bem: primeiro dia de aulas, uma mãe à porta da escola com o filho pela mão. Confusão danada entre os alunos que entram, grande agitação (normal) pois são reencontros... Os carros dos pais estacionam em cima de tudo, do passeio, os miúdos saem de repelão.
A mãe, mais o filho, destoam desta confusão tão natural quanto bem vinda por todos nós, professores. Uma funcionária acaba por ir perguntar à senhora o que pretende, o que faz ali. A mãe responde em português ainda titubeante: sou da Moldávia e trago o meu filho. Gostava de falar com os professores dele.
O rapaz, 12 anos mal feitos, leva na mão um ramo de flores....
Zoltrix
No primeiro dia de aulas nos países de Leste, os alunos levam ramos e cestas de flores para a professora do 1.º ciclo. Todos vão vestidos para a ocasião; as meninas de vestido e laços no cabelo, os rapazes todos janotas, de camisinha. Os pais acompanham-nos. Não os despejam à porta da escola.

Bárbara

Fonte: http://www.profblog.org/

Alunos do Leste arrasam a Teoria do Coitadinho - III

Os alunos do Leste. Chegada cá, não tive muitos, mas, agora que estou (precocemente) aposentada, mantenho um contacto muito estreito com o último que me calhou em sorte. É um rapaz russo que foi meu aluno de Português no 2º ciclo e nunca encontrei miúdo mais ávido de corresponder ao esforço dos professores e às ambições dos pais. Telefona-me regularmente para que eu lhe traduza «a lingua da escola» que os professores e os manuais empregam. Por vezes, o assunto fica resolvido com um telefonema. Outras vezes, é preciso o contacto pessoal, a leitura comum, a conversa.
Está cá desde os seis anos e acha que podia ter tido mais sorte no 1º ciclo... porque pouco se ralaram com a sua sede de aprender mais e melhor. Nem se ralavam com a sua caligrafia, foi a mãe que lhe comprou cadernos para aprender a desenhar o alfabeto latino «como deve ser».
O pai é ladrilhador e mãe empregada num supermercado, e se tiveram uma formação superior, ao que ele me diz, não consegui ainda perceber qual. Em casa, falam russo e ucraniano. Mas isso não os impede de o ajudar nos TPC e de perderem horas de trabalho para irem à escola sempre que é preciso. Nas reuniões com os DT tomam notas e fazem perguntas sobre a turma e não sobre o filho. Confessaram a uma DT que não percebiam por que falavam tanto os outros pais enquanto ela apresentava os resultados/problemas da turma. Ficaram envergonhados quando houve um processo disciplinar na turma do filho deles. Trouxeram flores no último dia de aulas aos professores. Agradecem por escrito todos os comentários feitos na caderneta ou nos trabalhos do filho. E perguntam que livros deve ele ler, pedem desculpa antecipada por algum futuro deslize do filho e não aceitam o 3 como nota.

Maria José Seixas

Fonte: http://www.profblog.org

Alunos de Leste arrasam Teoria do Coitadinho - II

Os alunos do Leste desmontam a teoria do coitadinho. Não são nenhuns autómatos, nem são competitivos. Sobretudo não são doentiamente competitivos como alguns dos nossos meninos-bem, que, acicatados pelos pais, competem na base da facada nas costas do colega e do deitar as culpas aos professsores se as notas não são o que (os pais) desejam. Nunca vi a escola como lugar de competição. Competição é nos campos de jogos e nas pistas. A Escola deve acolher a diversidade e proporcionar formação adequada a todos e a cada um. Ajudar a fazer cidadãos bem formados, bem preparados, e responsáveis. E felizes, já agora. Os alunos de Leste têm sido para mim uma fonte de felicidade, de grande satisfação profissional. São francos, são amigos, são disciplinados, não são nada "frios", contrariando o estereótipo. Em dezenas que conheço, apenas uma Ludmila descambou, e anda com o grupo de meninas mimadas portuguesas a fazer tropelias. É a excepção que confirma a regra. Enfim, está plenamente integrada.

Jorge Arriaga

Fonte: http://www.profblog.org

Alunos de Leste arrasam Teoria do Coitadinho - I

1. A teoria eduquesa do coitadinho é o húmus de onde brota toda a irresponsabilidade. Baseia-se na seguinte ideia: privatização dos benefícios e socialização dos prejuízos. O Estatuto do Aluno é um exemplo da monstruosidade da teoria do coitadinho. A culpa é sempre da sociedade.
2. A vinda de alunos do Leste para Portugal desmentiu a teoria do coitadinho. Regra geral, os alunos do Leste são mais pobres do que os portugueses pobres e - milagre! - são melhores alunos do que os portugueses melhores.
3. A que se deve um tal "milagre"? Trabalho, respeito e responsabilidade. Exactamente o que falta aos pais de muitos alunos portugueses, ricos, remediados e pobres. Andam com o rei na barriga e perderam o respeito aos professores. Alguém lhes disse, erradamente, que o triunfo era possível sem esforço e sem trabalho árduo.
4. O ME foi criando normativos e dando orientações que agravaram a percepção errada de muitos pais portugueses sobre o direito ao sucesso. Essas orientações e práticas levaram muitos pais portugueses a concluir, erradamente, que é possível aprender sem esforço e respeito pelos professores.
5. Os alunos do Leste não serão mais inteligentes do que os portugueses. São apenas mais respeitadores e trabalhadores. E os pais são mais responsáveis.

Fonte: Prof. Ramiro Marques