terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mariza (com a TAP)

Lisboa, Dez 2010, TAP (Hangar 5)

Excelente iniciativa!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Deolinda

"Que parva que eu sou"

Esta letra diz-me qualquer coisa... E a vocês?




Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Deolinda

Rodrigo Leão

Terça, dia 8 Fev. 2011, revolta de pais e professores no parlamento

No dia 8 de Fevereiro, terça-feira, a ministra da educação vai comparecer na Comissão de Educação e Ciência. O PSD vai inquiri-la sobre os contratos de associação e quer saber qual é o custo médio do aluno na escola estatal. Os deputados do PCP e do BE vão perguntar-lhe qual é o impacto que o Decreto-Lei 18/2011 terá no desemprego docente.

A ministra terá a esperá-la uma manifestação de pais organizada pelo SOS Movimento Educação. No mesmo local, à mesma hora, os professores das escolas estatais marcarão presença. Se tudo correr como o movimento 3R, Renovar, Refundar e Rejuvenescer, espera que corra, os professores vão comparecer com faixas pretas contra o desemprego docente. Se querem mobilizar os docentes, não deixem de fora o combate à farsa da avaliação de desempenho.

A indignação alastra nas escolas e os professores contratados começam a tomar consciência das consequências que o Decreto-Lei 18/2011 terá na vida deles. Os cortes nos horários dos alunos e as alterações às matrizes curriculares não deixam margem para dúvidas: poucos serão os contratados que vão conseguir um horário completo em Setembro de 2011. Prevê-se a maior vaga de sempre de desemprego docente. No 2º CEB será uma hecatombe. Uma tragédia que afectará também milhares de professores dos quadros.

Os sindicatos não fecham as portas às negociações mas é cada vez mais evidente a vontade de se juntarem e tomarem a iniciativa dos protestos. O ambiente aquece e a revolta cresce. Desta vez, a ministra da educação conseguiu colocar todos contra as políticas educativas do Governo: directores das escolas estatais, professores das escolas estatais, pais e alunos das escolas privadas com contratos de associação e proprietários dos colégios que integram a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular.

O melhor aluno do secundário em 2000 fez o doutoramento e está desempregado

Na página do Prof. Ramiro marques: http://www.profblog.org/
li este texto que me deixou sensibilizada.
Concordo com ele em tudo, exceto no não casar. Acho que se deve casar cedo e ter filhos cedo, embora seja complicado nos dias de hoje ter uma família e não ter ajuda dos pais (porque do Estado... nada. E ainda perguntam porque não nascem mais crianças em Portugal...).


Encontrei ontem o aluno que obteve a melhor classificação do 12º ano no ano 2000 numa escola secundária do Distrito de Santarém onde tenho familiares a leccionarem.

O rapaz chama-se Victor, tem 28 anos de idade, fez o 12º ano com média de 18,8 valores, podia ter ido para Medicina mas preferiu Biologia porque queria ser cientista.

Fez a licenciatura em Biologia com média final de 17 valores. E o mestrado em Biologia Molecular com 19 valores.

Entrou no ano seguinte para doutoramento. Concluiu o doutoramento em Biologia Molecular com nota máxima em Julho de 2010. Está desempregado há seis meses.

O Victor cometeu três erros: casou, comprou casa em Lisboa e tem um carro. Tem dois créditos, uma família, uma casa para pagar e um carro que lhe dá uma despesa fixa mensal elevada.

Ficou agarrado a uma casa e a vários créditos. E amarrado a um casamento que lhe trouxe responsabilidades cedo demais.

Podia ter feito como outros colegas que foram alunos menos brilhantes: não casaram, não compraram carro, não adquiriram casa, não contraíram créditos e ficaram livres para fugir de um país que é padrasto para os que chegaram depois.

Tudo o que um jovem vítima do Socialismo pode ter deve caber dentro de um saco de viagem. Para poder partir sempre que quiser para onde haja um lugar que o trate bem. Longe de Portugal. Sem as grades do socialismo.

Que a história do Victor sirva de lição aos jovens que me lêem ou aos pais que podem transmitir-lhes estes conselhos:

#1 Não casem. Filhos, nem pensar!

#2 Não comprem casa própria; aluguem um apartamento ou quarto e sintam-se livres para marchar para qualquer lado onde haja trabalho.

#3 Comprar carro, para quê? É mais uma despesa fixa que vos tolhe os movimentos e rouba a liberdade.

#4 Não contraiam créditos.

#5 Estudem Inglês e façam do Mundo a vossa casa.

Dê um medicamento a quem precisa

Ano Europeu do Voluntariado 2011

Raquel Abecasis
RR on-line 31-01-2011 08:36


Começa esta semana o Ano Europeu do Voluntariado. É uma iniciativa que, como acontece a maioria das vezes, serve para descansar a consciência de uma Europa à procura de valores que premeditadamente deixou cair, como a sua herança cultural e religiosa.
É, no entanto, uma ocasião para iniciar um caminho que devia fazer parte da educação de todos. Dedicar livremente uma parte do nosso tempo a prestar um serviço, seja ele qual for, à comunidade é uma experiência fundamental para qualquer homem ou mulher.
O desafio que este ano propõe é para todos e devia ser mais do que um discurso para a classe política.
O problema da maior parte dos nossos políticos que enchem a boca com o discurso do "estado social" é que não sabem o que é prestar um serviço gratuitamente a quem está ao seu lado. Esta é talvez a maior diferença entre os políticos de agora, com grande dificuldade em aderir à realidade, e a primeira geração de políticos do pós 25 de Abril, como Ernâni Lopes, Sá Carneiro, Amaro da Costa ou António Guterres, com uma enorme sensibilidade social.
O voluntariado que fizeram, tal como o que fez Obama, dá aos homens políticos um outro olhar sobre a realidade, permite-lhes falar de coisas que as pessoas reconhecem e tomar medidas mais adequadas. Não é por acaso que nas sociedades mais evoluídas o voluntariado é uma parte integrante do curriculum.
Seria uma aposta ganha se, este ano, em vez de discursos, a nossa classe política decidisse arregaçar as mangas e dedicar algum do seu tempo, gratuitamente, a ajudar quem mais precisa. Quem sabe não encontrariam mais facilmente resposta para a crise.

Governo português contra a defesa dos cristãos


Aura Miguel, RR on-line 04-02-2011 09:45


Quando ouvimos notícias sobre atentados contra cristãos, sofremos e, muitas vezes, revoltamo-nos ao saber que foram mortos cobardemente por ódio à fé, enquanto rezavam, como aconteceu recentemente no Iraque e no Egipto.
Entre nós – no Ocidente - não há perseguição aberta nem martírios frequentes, mas muitos cristãos sofrem certa pressão e discriminação: ao nível da opinião pública, nos programas de ensino impostos pelo Governo, na legislação sobre saúde, sobre a família e a vida humana... Enfim, cada um de nós é capaz de enunciar já hoje um ou outro caso.
Às claras, ou veladamente, a violência e intolerância contra os cristãos é sempre condenável. Claro! Foi o que também achou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália ao propor, esta semana, à UE, uma declaração conjunta para condenar a perseguição religiosa anti-cristã.
A proposta italiana teve o apoio da grande maioria dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União, mas foi bloqueada por cinco países: Portugal, Espanha, Luxemburgo, Irlanda e Chipre. E, por isso, não se chegou a acordo.
Ficamos, pois, a saber que o Governo de Portugal é líder na Europa contra a defesa dos cristãos.

Amigos para sempre

Público, 2011-02-05 Miguel Esteves Cardoso

Os amigos cada vez mais se vêem menos. Parece que era só quando éramos novos, trabalhávamos e bebíamos juntos que nos víamos as vezes que queríamos, sempre diariamente. E, no maior luxo de todos, há muito perdido: porque não tínhamos mais nada para fazer.

Nesta semana, tenho almoçado com amigos meus grandes, que, pela primeira vez nas nossas vidas, não vejo há muitos anos. Cada um começa a falar comigo como se não tivéssemos passado um único dia sem nos vermos.

Nada falha. Tudo dispara como se nos estivera - e está - na massa do sangue: a excitação de contar coisas e a alegria de partilhar ninharias; as risotas por piadas de há muito repetidas; as promessas de esperanças que estão há que décadas por realizar.

Há grandes amigos que tenho a sorte de ter que insistem na importância da Presença com letra grande. Até agora nunca concordei, achando que a saudade faz pouco do tempo e que o coração é mais sensível à lembrança do que à repetição. Enganei-me. O melhor que os amigos e as amigas têm a fazer é verem-se cada vez que podem. É verdade que, mesmo tendo passado dez anos, é como se nos tivéssemos visto ontem. Mas, mesmo assim, sente-se o prazer inencontrável de reencontrar quem se pensava nunca mais encontrar. O tempo não passa pela amizade. Mas a amizade passa pelo tempo. É preciso segurá-la enquanto ela há. Somos amigos para sempre mas entre o dia de ficarmos amigos e o dia de morrermos vai uma distância tão grande como a vida.