quinta-feira, 18 de março de 2010

Projecto Limpar Portugal (PLP)

O Projecto Limpar Portugal (PLP) é um movimento cívico ALTRUISTA cujo objectivo é promover a educação ambiental por intermédio da iniciativa de limpar a floresta portuguesa no dia 20 de Março de 2010.

http://www.limparportugal.org

IMPORTANTE: EM CASO ALGUM ACEITAMOS DINHEIRO
ADIRA A UM GRUPO DO SEU CONCELHO

PORTO

ULTIMA REUNIÃO DE INFORMAÇÃO DIA 18 MARÇO – 21.30
ISEP- Instituto Superior de Engenharia do Porto
Rua de S. Tomé, Porto

Caros Amigos Voluntários Projecto Limpar Portugal do Concelho do Porto.

Chegou a hora de definirem a vossa participação no DIA L .

No Dia L, não esqueçam as regras básicas de segurança.

Calçado apropriado e colete reflector são obrigatórios,
as luvas são muito aconselhadas.
Todas as viaturas devem andar identificadas com o cartaz Projecto Limpar Portugal.


MÃOS À OBRA - LIMPAR PORTUGAL

sexta-feira, 5 de março de 2010

Causa?

Destak | 03 | 03 | 2010 21.11H

João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

Joan Baez vem a Portugal. Uma das vozes mais importantes da música de intervenção dos anos 1960’s, defensora indefectível da não violência, direitos humanos e ambiente, vai actuar entre nós na segunda década do século XXI.

A juventude rebelde, que a idolatrou há 50 anos, pode ficar surpreendida de, aos 69 anos, ela ainda cantar e estar activa. Mas a sua carreira parece tão viva hoje como nos tempos de John Kennedy.

O jornalista fez-lhe a pergunta incontornável: «se escrevesse hoje uma canção que tema abordaria?» (Sol, 26/Fev, p.52). A própria pergunta mostra que a carreira, afinal, não está assim tão viva, dado que já não escreve canções. Mas o mais curioso é a resposta. «As pessoas deveriam saber que actualmente passo muito tempo com a família.» Esse é o tema ou a desculpa?

Joan Baez já não tem causas que mereçam canções, porque passa tempo com a família. Isso é irónico, porque os seus antigos fãs e correligionários, aqueles que não abandonaram a luta, estão hoje empenhadíssimos a combater precisamente contra a família. Em tempos, ao som da música de Joan, a juventude rebelde esforçava-se por promover a justiça social e a igualdade de direitos.

Hoje deixou-se disso e dedica-se antes a divulgar o aborto e a homossexualidade. Ou melhor, acha que a igualdade de direitos implica o deboche e a promiscuidade e o novo opressor é a família, a que teima em chamar «tradicional».

Joan Baez, a sua musa de outrora, não os acompanha. Ela sabe que, no final, só a família vale a pena. Infelizmente, não consegue pôr essa causa numa canção.

Pensamento do dia

O falso amigo e a sombra só esperam enquanto o Sol brilha.

Benjamim Franklin

domingo, 28 de fevereiro de 2010

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Pensamento do dia

Nunca digas a Deus que tens um grande problema; diz ao teu problema que tens um grande Deus!

(Enviada pela Fátima Silva)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Pensamento do dia

No fim, lembrar-nos-emos não das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos.

Martin Luther King

We Are the World Remake 2010 for HAITI

25 anos após "We Are the World" por África, vários artistas voltam a gravar o mesmo tema, deta vez para angariar dinheiro para ajudar na reconstrução do Haiti.
Uma acção a louvar.
Vamos lá comprar o CD!

We Are The World - Michael Jackson Lionel Richie Cindy Lauper Steve Wonder Bruce Springsteen...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Pensamento do Dia

Tem inimigos? Isso é bom. Quer dizer que, alguma vez na vida, se empenhou em defesa de qualquer coisa.

Winston Churchill

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ecologia do pântano, J César das Neves

Mais um excelente artigo do Dr. João César das Neves

DN 2010-01-02

Para explicar a actual situação, a tese dominante na população portuguesa é que ela se deve à má qualidade da classe política. É por nos faltar um líder à altura, dizem muitos, que estamos assim. Essa tese é evidentemente falsa. Pode até dizer-se que ela afirma precisamente o inverso da realidade. Não é por ausência de bons políticos que estamos em crise. É por estarmos em crise que faltam bons políticos.
O Eng. Guterres fez uma das mais sagazes análises da história nacional quando a 16 de Dezembro de 2001 disse que se demitia para "evitar que o país" caísse "num pântano político". Foi para o pântano que o seu mandato nos conduziu e é no pântano que temos estado desde então. Ora num atoleiro nunca se encontram leões. Quem quer ver animais nobres tem de ir a outros lados. No charco só existe o tipo de batráquios que nos tem governado estes anos.
Existem hoje muitos excelentes políticos em Portugal. Pessoas capazes, conhecedoras da situação, com poder de análise, acção e liderança. Mas, precisamente por serem boas, não entram em acção nas actuais condições. Nos graves momentos da nossa história, nunca faltaram pessoas de qualidade. O que por vezes falta é oportunidade para eles actuarem. E não os devemos acusar de cobardia ou falta de patriotismo. A sua decisão é razoável. Se um leão entrar num pântano, não muda a situação e só se suja a si mesmo. A culpa não é do leão. É do pântano.
Temos, aliás, prova disso. Referindo apenas os dois factos mais marcantes e as pessoas neles mais simbólicas destas décadas, vemos que na implantação da democracia após 1974 fomos claramente dirigidos por Mário Soares e na adesão à Europa depois de 1986 por Cavaco Silva. Goste-se ou não, temos de admitir que foram pessoas à altura das responsabilidades e conduziram com sucesso o País em momentos decisivos.
Mas nós hoje não temos um problema. Somos o problema. Por isso não andamos em busca de uma solução. A resposta para as nossas dificuldades é evidente há anos. O que tem faltado não é o caminho, mas vontade para o percorrer. Se aparecer um líder que nos indique o rumo, ele será geralmente desprezado. Aliás, foi isso mesmo que aconteceu.
Houve uma pessoa que, depois da podridão em que nos introduziu o delírio dos anos Guterres, conseguiu por momentos estancar e inverter o descalabro. A ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite, goste-se ou não dela, presidiu aos únicos anos dos últimos 15 em que o défice da balança externa se reduziu e o endividamento nacional foi amortecido. Mas, quando ela se atreveu a apresentar-se como candidata a líder, foi recebida exactamente com a mesma atitude que o leão enfrentaria se descesse ao pântano.
Nós não precisamos de bons políticos. Precisamos de vontade para tomar os remédios amargos que eles nos indicariam. Infelizmente temos preferido a embriaguez dos eflúvios pantanosos. Enquanto apodrecermos na lama, veremos a zoologia que escolhemos.
Quais são os tais remédios amargos? Para o caso de ainda haver alguém com dúvidas, é fácil descrevê-los. O pântano guterrista é apenas o país em que sempre habitámos, mas agora alagado em dívida. E o caminho para fora desse atoleiro é bem conhecido. Basta apertar o cinto e adquirir hábitos de consumo mais adequados às nossas posses. Não é preciso apertar muito, porque já somos um país rico. Mas temos de cortar. A crise internacional força grande parte dos nossos cidadãos a isso. Todos os que trabalham em empresas concorrenciais sofrem na pele essa necessidade, que é gritante nos muitos que caem no desemprego. O sol seca o pântano.
Essa é a parte fácil. O obstáculo está nos muitos que vivem de fundos públicos. Políticos, mas também pensionistas, subsidiados, funcionários, professores, médicos, polícias, militares, construtoras, concessionárias e tantos outros, pagos por impostos, não só não perderam com a crise mas até ganharam na deflação. Essa é a base do problema orçamental, face visível do pântano. Habituados à vida anfíbia, esses até sonham com leões, mas recusam abandonar o paul.

naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt