segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ecologia do pântano, J César das Neves

Mais um excelente artigo do Dr. João César das Neves

DN 2010-01-02

Para explicar a actual situação, a tese dominante na população portuguesa é que ela se deve à má qualidade da classe política. É por nos faltar um líder à altura, dizem muitos, que estamos assim. Essa tese é evidentemente falsa. Pode até dizer-se que ela afirma precisamente o inverso da realidade. Não é por ausência de bons políticos que estamos em crise. É por estarmos em crise que faltam bons políticos.
O Eng. Guterres fez uma das mais sagazes análises da história nacional quando a 16 de Dezembro de 2001 disse que se demitia para "evitar que o país" caísse "num pântano político". Foi para o pântano que o seu mandato nos conduziu e é no pântano que temos estado desde então. Ora num atoleiro nunca se encontram leões. Quem quer ver animais nobres tem de ir a outros lados. No charco só existe o tipo de batráquios que nos tem governado estes anos.
Existem hoje muitos excelentes políticos em Portugal. Pessoas capazes, conhecedoras da situação, com poder de análise, acção e liderança. Mas, precisamente por serem boas, não entram em acção nas actuais condições. Nos graves momentos da nossa história, nunca faltaram pessoas de qualidade. O que por vezes falta é oportunidade para eles actuarem. E não os devemos acusar de cobardia ou falta de patriotismo. A sua decisão é razoável. Se um leão entrar num pântano, não muda a situação e só se suja a si mesmo. A culpa não é do leão. É do pântano.
Temos, aliás, prova disso. Referindo apenas os dois factos mais marcantes e as pessoas neles mais simbólicas destas décadas, vemos que na implantação da democracia após 1974 fomos claramente dirigidos por Mário Soares e na adesão à Europa depois de 1986 por Cavaco Silva. Goste-se ou não, temos de admitir que foram pessoas à altura das responsabilidades e conduziram com sucesso o País em momentos decisivos.
Mas nós hoje não temos um problema. Somos o problema. Por isso não andamos em busca de uma solução. A resposta para as nossas dificuldades é evidente há anos. O que tem faltado não é o caminho, mas vontade para o percorrer. Se aparecer um líder que nos indique o rumo, ele será geralmente desprezado. Aliás, foi isso mesmo que aconteceu.
Houve uma pessoa que, depois da podridão em que nos introduziu o delírio dos anos Guterres, conseguiu por momentos estancar e inverter o descalabro. A ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite, goste-se ou não dela, presidiu aos únicos anos dos últimos 15 em que o défice da balança externa se reduziu e o endividamento nacional foi amortecido. Mas, quando ela se atreveu a apresentar-se como candidata a líder, foi recebida exactamente com a mesma atitude que o leão enfrentaria se descesse ao pântano.
Nós não precisamos de bons políticos. Precisamos de vontade para tomar os remédios amargos que eles nos indicariam. Infelizmente temos preferido a embriaguez dos eflúvios pantanosos. Enquanto apodrecermos na lama, veremos a zoologia que escolhemos.
Quais são os tais remédios amargos? Para o caso de ainda haver alguém com dúvidas, é fácil descrevê-los. O pântano guterrista é apenas o país em que sempre habitámos, mas agora alagado em dívida. E o caminho para fora desse atoleiro é bem conhecido. Basta apertar o cinto e adquirir hábitos de consumo mais adequados às nossas posses. Não é preciso apertar muito, porque já somos um país rico. Mas temos de cortar. A crise internacional força grande parte dos nossos cidadãos a isso. Todos os que trabalham em empresas concorrenciais sofrem na pele essa necessidade, que é gritante nos muitos que caem no desemprego. O sol seca o pântano.
Essa é a parte fácil. O obstáculo está nos muitos que vivem de fundos públicos. Políticos, mas também pensionistas, subsidiados, funcionários, professores, médicos, polícias, militares, construtoras, concessionárias e tantos outros, pagos por impostos, não só não perderam com a crise mas até ganharam na deflação. Essa é a base do problema orçamental, face visível do pântano. Habituados à vida anfíbia, esses até sonham com leões, mas recusam abandonar o paul.

naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

John Howard: 1º ministro australiano

A propósito dos actos de vandalismo no Santuário de Fátima, este passado Domingo:
gostava que nós portugueses tivéssemos a lucidez acerca do nosso pais e da nossa herança cultural, que tem 3 vezes mais idade que este "novo mundo". gostava que nós amassemos tanto o nosso Portugal como este homem ama o seu!
Gostava que nós cristãos da velha cristianizada Europa, amássemos tanto o nosso Cristo, como este homem ama tanto o seu Jesus...
Temos muito a aprender com aqueles que evangelizamos!
É um homem com um grande "H" este 1º Ministro, gostava de ter um assim também!
Pe. Casimiro Henriques (http://casih.blogspot.com/)

"OS IMIGRANTES NÃO-AUSTRALIANOS, DEVEM ADAPTAR-SE. É pegar ou largar!
Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do Australianos.
A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade.
A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!
A maior parte do Australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura.
Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco.
ESTE É O NOSSO PAÍS, A NOSSA TERRA, E O NOSSO ESTILO DE VIDA. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têm muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade autraliana: O DIREITO de PARTIR. Se não são felizes aqui, então PARTAM.
Não vos forçamos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá.
Então, aceitem o país que vos aceitou".
( John Howard )

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

TGV, João César das Neves

João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

Vamos levar com o TGV em cima. É já claro que a aposta na construção do comboio de alta velocidade está imparável. É verdade que essa decisão, que hoje parece definitiva, é um enorme disparate. Mas que interessa isso?

O TGV é uma tolice. Claro que o projecto tem vantagens (era o que faltava se não tivesse!) mas são muito inferiores aos custos esmagadores, não apenas financeiros, mas também ambientais, urbanos, políticos, entre tantos outros. As estimativas mostram já um valor astronómico do investimento, e todos sabem que acabará por derrapar para muito mais.

Mas as empresas construtoras precisam muito de grandes obras e os políticos anseiam por traficar dinheiros, conceder benesses e fazer inaugurações. A pressão é insuportável. Os governos no poder, ganhando esses dividendos, são sempre a favor e são contra na oposição. Dado que o resultado é inevitável, debates e atrasos só aumentam os custos.

Daqui a muitos anos vai-se ver que os comboios andam às moscas, têm de ser subsidiados de forma ruinosa e prejudicam outras formas de transporte. Já foi assim com o complexo de Sines, está a ser com os estádios do Euro 2004, será com o Alqueva. Mas que interessa isso agora? Uma coisa é o processo político, outra, muito diferente, a realidade económica e social.

Mas se neste momento é claro que vamos levar com o TGV, devemos no mínimo pedir uma coisa ao Governo: por favor, ao menos não tentem mais justificar o projecto! É que os disparates são tantos que, quanto mais inventam explicações, mais se enterram.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Elvis Presley - 75 anos do seu nascimento

Elvis Aaron Presley (East Tupelo, Mississippi, 8 de janeiro de 1935 - Memphis, 16 de agosto de 1977) foi um famoso músico e ator, nascido nos Estados Unidos da América, sendo mundialmente denominado O Rei do Rock, também conhecido pela alcunha de Elvis The Pelvis, apelido pelo qual ficou conhecido na década de 50 por sua maneira extravagante e ousada de dançar. Uma de suas maiores virtudes era a sua voz, devido ao seu alcance vocal, que atingia, segundo especialistas, notas musicais de difícil alcance para um cantor popular. A crítica especializada reconhece seu expressivo ganho, em extensão, com a maturidade; além de virtuoso senso rítmico, força interpretativa e um timbre de voz que o destacava entre os cantores populares, sendo avaliado como um dos maiores e por outros como o melhor cantor popular do século 20.

Elvis tornou-se um dos maiores ícones da cultura popular mundial do século XX. Entre seus sucessos musicais podemos destacar "Hound Dog", "Don't Be Cruel", "Love me Tender", "All Shook up", "Teddy Bear", "Jailhouse Rock", "It's Now Or Never", "Can´t Help Falling In Love", "Surrender", "Crying In The Chapel", "Mystery Train", "In The Ghetto", "Suspicious Minds", "Don't Cry Daddy", "The Wonder Of You", "An American Trilogy", "Burning Love", "My Boy" e "Moody Blue". Na Europa, canções como "Wooden Heart", "You Don't Have To Say You Love Me", "My Boy" e "Moody Blue" fizeram sucesso. Particulamente no Brasil, foram bem-sucedidas as canções "Kiss Me Quick", "Bossa Nova Baby", "Bridge Over Troubled Water".

Após sua morte, novos sucessos advieram, como "Way Down" (logo após seu falecimento), "Always On My Mind", "Guitar Man", "A Little Less Conversation" e "Rubberneckin". Trinta anos depois de morrer, Presley ainda é o artista solo detentor do maior número de "hits" nas paradas mundiais e também é um dos maiores recordistas mundiais em vendas de discos em todos os tempos com mais de 1 bilhão de discos vendidos em todo o mundo.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Elvis Presley - Love Me Tender

Elvis Presley - Always On My Mind

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Vendo Volvo 460



Vendo VOLVO 460 de 1995

GLT; 218 000 km; com cruise control; bom estado geral

http://volvosecompanhia.blogspot.com/

FELIZ ANO NOVO



Excelente ano novo para todos os meus amigos, colegas e família com: saúde, paz, amor e alegria!

Bjinho

Mundo - Estufa de Madrid emprega pessoas com deficiências - RTP Noticias, Vídeo

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