segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Católicos penduram Menino Jesus nas varandas e janelas

Mais informação: http://www.estandartesdenatal.org/

por RITA CARVALHO

DN 29 Novembro 2009

Católicos penduram Menino Jesus nas varandas e janelas

Em três semanas, foram colocados mais de seis mil dos novos estandartes em várias cidades. Iniciativa partiu de um grupo de famílias cristãs

A ideia surgiu em Espanha há três anos e agora está a ganhar adeptos em Portugal. Este Natal, milhares de estandartes com a imagem do Menino Jesus estão pendurados nas varandas e janelas dos portugueses para "reavivar" o espírito natalício. A iniciativa é de um grupo de famílias cristãs, que está a dinamizar a venda dos símbolos nalgumas cidades do País.

"Pensamos que o Natal está a perder o seu espírito tradicional. É uma festa cristã mas os sinais públicos dessa festa estão praticamente a desaparecer", afirmou ao DN Nuno Saraiva da Ponte, o responsável pela plataforma Estandartes de Natal 2009, que importou a ideia das cidades espanholas.

"Basta percorrer a baixa da cidade de Lisboa para ver que nas decorações não há nada que lembre o Natal. Vêem-se luzes, estrelas, mas não se vê um presépio, um pastor, nada", lamenta o mentor da ideia.

Pelo contrário, proliferam os Pais Natais, fixados nos edifícios, como se estivessem a trepar pelas janelas e varandas. Ou seja, o objectivo é recuperar a ligação da imagem do Menino Jesus ao Natal, que foi substituída pelo pai natal, inventado pela Coca-Cola nos anos 30. Mas para muitos, "quem traz os presentes" é o Menino Jesus, imagem que estava a desaparecer.

Foi um "sentimento de vazio que tentámos preencher", explica Nuno Saraiva da Ponte, negando, contudo, que esta iniciativa seja uma "resposta directa" à existência de tantos Pais natais nas cidades.

"Há uns anos, surgiu o Pai Natal que é um adereço. O nosso estandarte também é um símbolo. Mas que pretende partilhar com os vizinhos, os amigos e as pessoas que passam na rua o que é para nós a alegria e o verdadeiro espírito do Natal."

A prova de que há muitas pessoas dispostas a demonstrar que "para si, o Natal é uma festa cristã", acrescenta, está na adesão à iniciativa. Em pouco mais de três semanas, foram colocados seis mil estandartes nas ruas, embora o tempo litúrgico só comece hoje (domingo), com o início do Advento. A organização espera vender, pelo menos, mais quatro mil nos próximos dias. Em Lisboa, estandartes encarnados podem ser encontrados nalgumas das avenidas mais importantes, como a Infante Santo ou a Buenos Aires. Mas a adesão é notória em outras cidades, como Porto, Braga, Faro, Évora, Montijo e Setúbal.

A ideia foi tirada de Sevilha, onde Nuno Saraiva da Ponte viu no Natal passado vários estandartes pendurados nas janelas. "Achei que era uma boa ideia. Amadureci-a e falei com outras pessoas que também tinham visto isso em cidades", contou.

Há cerca de um mês, formou-se a plataforma de famílias, um grupo espontâneo e sem qualquer ligação à hierarquia da Igreja Católica. Foi criado um site e a mensagem divulgada na Internet, através de redes sociais como o Facebook. Numa carta aí disponibilizada, o capelão da Universidade Católica convida os cristãos a "levantarem os olhos" para Cristo e lembra a "esperança" associada à mensagem do Natal.

Para a iniciativa chegar às comunidades católicas, foram contactadas algumas paróquias mais dinâmicas da capital, como a da Estrela ou dos Jerónimos. Rapidamente, a venda dos estandartes se alargou. Os estandartes, resistentes à chuva, custam 15 euros são vendidos localmente, sendo que o dinheiro serve para custear a importação do produto de Espanha e para apoiar as paróquias que colaboram na iniciativa.

A ideia original nasceu em Osuna, localidade espanhola, onde há três anos o sacerdote local lançou um desafio aos paroquianos.: recuperar a imagem do Menino Jesus.

Fonte: http://o-povo.blogspot.com/

sábado, 12 de dezembro de 2009

And so this is Christmas

Uma linda versão da música de John Lennon por Celine Dion, Charlotte Church, Gloria Stephan e um coro de crianças

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

"White Christmas", Bing Crosby

"A todos um bom Natal", Coro de Santo Amaro de Oeiras

Uma bela música de natal para miúdos e graúdos.
A todos os meus Amigos um Bom Natal!!

Jingle Cats "Silent Night"



He he he

O vencedor deste ano do Prémio Pessoa é D. Manuel Clemente, bispo do Porto




O vencedor deste ano do Prémio Pessoa é D. Manuel Clemente, bispo do Porto. "Em tempos difíceis como os que vivemos actualmente, D. Manuel Clemente é uma referência ética para a sociedade portuguesa no seu todo", considerou o juri do prémio Pessoa.

D. Manuel Clemente, que durante vários anos foi bispo auxiliar de Lisboa, foi nomeado pelo Vaticano novo bispo do Porto em Fevereiro de 2007, substituindo Armindo Coelho na chefia da diocese.

Licenciado em História e Teologia, doutorado em Teologia Histórica, Manuel Clemente, 61 anos, é presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

D. Manuel Clemente é igualmente professor de História da Igreja na Universidade Católica Portuguesa e director do Centro de Estudos de História Religiosa na mesma universidade.

"A sua intervenção cívica tem-se destacado por uma postura humanística de defesa do diálogo e da tolerância, de combate à exclusão e da intervenção social da Igreja. Ao mesmo tempo que leva a cabo a sua missão pastoral, D. Manuel Clemente desenvolve uma intensa actividade cultural de estudo e debate público. Em tempos difíceis como os que vivemos actualmente, D. Manuel Clemente é uma referência ética para a sociedade portuguesa no seu todo", pode ler-se na acta da reunião do júri.

D. Manuel Clemente é o autor de uma vasta obra historiográfica, com destaque para títulos como “Portugal e os Portugueses” e “Um só propósito”, publicados este ano, “Igreja e Sociedade Portuguesa, do Liberalismo à República” e “Nas Origens do Apostolado Contemporâneo em Portugal- A Sociedade Católica (1843-1853)”, refere a organização do Prémio Pessoa em comunicado enviado às redacções.

O vencedor do galardão com maior valor monetário atribuído em Portugal (60 mil euros) foi anunciado hoje, às 12h00, no Palácio de Seteais, em Sintra.

Promovido pelo jornal “Expresso”, com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, o prémio pretende “reconhecer a actividade de pessoas portuguesas com papel significativo na vida cultural e científica do país”, inspirando-se no nome do português com "maior irradiação cultural neste século, Fernando Pessoa".

Entre as personalidades já distinguidas contam-se o historiador José Mattoso - vencedor da primeira edição (1987) -, a pianista Maria João Pires (1989), o escritor José Cardoso Pires (1997), o arquitecto Souto Moura (1998), o investigador Sobrinho Simões (2002) e o constitucionalista Gomes Canotilho (2003). No ano passado, o prémio foi entregue ao arquitecto Carrilho da Graça.

O júri do Prémio Pessoa 2009 é presidido por Francisco Pinto Balsemão, tendo como vice-presidente Fernando Faria de Oliveira. António Barreto, Clara Ferreira Alves, João José Fraústo da Silva, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga, Rui Baião e Rui Vieira Nery compõem igualmente o corpo do júri.

domingo, 15 de novembro de 2009

Missão SORRISO - Continente

Vamos contribuir?!

http://missaosorriso.continente.pt/missao.php

A Missão Sorriso é um projecto inédito em Portugal, que procura contribuir para o bem-estar das crianças no ambiente hospitalar.

Este projecto trabalha com os médicos e os profissionais de saúde, para uma maior humanização dos serviços e para a prestação de um melhor serviço técnico, através da doação de equipamento.

Através da venda de produtos e DVD’s infantis da Leopoldina no Hipermercados Continente, a Missão Sorriso angaria verbas que são directamente canalizadas para a compra de equipamento médico/científico, lúdico/didáctico e entretenimento, posteriormente doado a unidades pediátricas.

A Missão que começou por apoiar uma organização sem fins lucrativos em 2003, já alargou o seu contributo a 31 hospitais.

Nestes 6 anos já contribuiu com mais de 3,5 milhões de euros, representando mais de 1,500 equipamentos.

Este balanço é a verdadeira prova do reconhecimento público e da notoriedade que o projecto Missão Sorriso tem na sociedade civil. As unidades de pediatria dos hospitais e o Continente agradecem a preciosa ajuda de todos, ao contribuírem para que as crianças hospitalizadas tenham motivos para sorrir.

Missão Sorriso 2009

Este ano, para além de poder contribuir,
é você quem decide quem vamos apoiar.

Em 2009 estão a concurso 27 projectos
oriundos de Hospitais Pediátricos,
Maternidades ou Hospitais com serviço
de Pediatria e/ou Obstetrícia.

Ver mais: http://missaosorriso.continente.pt/votar.php

A 'coisificação' da criança

Maria José Nogueira Pinto

DN 2009-11-12 às 01:04



No recente estudo de opinião efectuado pela Eurosondagem, 45,5% dos inquiridos concordam com o casamento homossexual, contra 49,5%, que se opõem. Contudo, à pergunta "E com a adopção por casais homossexuais?", o resultado do "não" (68,4%) mais que triplica o do "sim" (21,8%).
Um número significativo dos inquiridos - embora não maioritário - concorda que a união de duas pessoas do mesmo sexo possa ser integrada na categoria de um casamento civil, porque, julgam eles, o contrário significaria uma discriminação. Não têm tempo, paciência ou liberdade de espírito para pegar na questão e pô-la no seu lugar certo, nem que seja por um mero exercício intelectual: não há discriminação quando se trata diferentemente o que é diferente, nem o que é diferente passa a ser igual através da alteração de alguns artigos do Código Civil. A única consequência será destituir de qualquer sentido o casamento civil, que, ao perder os seus pressupostos e objectivos, fica reduzido a um contrato subtraído à liberdade contratual das partes, por uma inexplicável ingerência do Estado. Porque se duas pessoas do mesmo sexo se podem casar não há razão para proibir o casamento a termo certo (5, 10, 20 anos) ou o casamento poligâmico (um homem e três mulheres, uma mulher e dois homens). Fazia mais sentido a devolução deste contrato às partes, hetero ou homossexuais, permitindo que cada um estabelecesse livremente o modelo da sua união.
Quanto à segunda pergunta, isto é, se concorda ou não que casais homossexuais adoptem crianças, quase metade dos que antes diziam "sim" ao casamento dizem, agora, "não" à adopção. É que enquanto o casamento só envolve os próprios, a adopção implica terceiros, crianças que não têm capacidade de exprimir a sua vontade e, por isso, precisam de quem as represente. Ora, sendo ao Estado que compete esta função, e sendo o Estado, ele próprio, o legislador, na prática as crianças ficam sem representante que defenda o seus superiores interesses. Aqui a situação complica-se e, à cautela, quem antes dizia sim passa a dizer não.
A ausência de debate permitiu que uns ocultem, e muitos desconheçam, um inexorável nexo de causalidade: o casamento dos homossexuais acarretará, automaticamente, o direito a adoptarem. Também aqui, basta um mero exercício intelectual. De facto, assentando a iniciativa legislativa no princípio da igualdade, uma vez esta estabelecida por lei, não poderá manter-se uma capitis diminutio em nome da diferença. Porque é ela - a diferença - que cria dúvidas quanto à adopção, dúvidas que terão de ser engolidas após a aprovação da lei sob pena de se estar a consagrar casamentos de primeira e casamentos de segunda, ao arrepio de todo o discurso oficial e, julgo mesmo - agora sim -, da Constituição.
É esta a verdadeira questão. Não estamos perante um mero exercício intelectual, nem no âmbito restrito da contenda política. É mais grave, é mais sério. As crianças adoptáveis são crianças privadas, por diversos motivos, dos seus pais biológicos. Vêm de famílias tão ausentes que se tornaram inexistentes e são entregues à tutela do Estado, a quem compete providenciar um novo projecto de vida que passa pela realização do direito de cada criança a ter um pai e uma mãe adoptivos, na falta dos biológicos. A tarefa é enorme e só quem nunca lidou com estas crianças, os seus percursos, as dúvidas e angústias na construção de um novo destino assente no respeito absoluto pelo melhor interesse de cada uma delas, pensa que uma promessa eleitoral transformada em lei pelo Parlamento, sem um maior escrutínio da sociedade, pode varrer todos os valores e princípios que enformam o sistema de protecção dos menores.
Esta lei pode ser a consagração da "coisificação" das crianças, a sua utilização como uma coisa, um adorno de uma mera simbologia. Uma irresponsabilidade atroz para a qual ninguém recebeu mandato.

In http://o-povo.blogspot.com/

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Concurso “Astronomia Artística”

Mais uma excelente iniciativa da Sociedade Portuguesa de Astronomia

Página oficial: Concurso “Astronomia Artística”

O Concurso “Astronomia Artística” está integrado nas actividades do Ano Internacional da Astronomia (AIA2009), tendo como entidade organizadora a Sociedade Portuguesa de Astronomia. Tem como finalidades promover o diálogo astronomia/arte e o interesse dos alunos pela astronomia, incentivando a sua criatividade, originalidade e capacidade de inovação.

A história revela-nos que as culturas florescem quando a ciência e a arte evoluem de modo unificado, existindo diversas e variadas evidências de que as artes foram enriquecidas com as mudanças paradigmáticas na ciência e a disponibilização de novas tecnologias. São inúmeros os exemplos de referências astronómicas nas artes (literatura, poesia, música, teatro e artes plásticas), ao longo da história do homem. Apesar de em menor número, é possível identificar exemplos de influências da arte sobre os cientistas e a sua pesquisa (ler, por exemplo a entrevista da coordenadora do concurso).

O Concurso tem como tema geral a Astronomia, sendo admitidas a concurso todas as formas artísticas: Artes Plásticas e Multimédia, Poesia, Conto e Música. Destina-se aos alunos das escolas portuguesas, públicas ou privadas, do Ensino Básico e Ensino Secundário.

Ver o regulamento e a ficha de inscrição na página oficial.

Data limite para entrega de trabalhos: 31 de Janeiro de 2010

1 minuto de Astronomia na RTP

Ainda a propósito do Ano Internacional da Astronomia, aqui está uma excelente iniciativa na RTP.

Introdução: Os episódios da série 1 Minuto de Astronomia apresentam, num minuto, os mais prementes e actuais temas científicos ligados à Astronomia, dos buracos negros aos eclipses, passando pela matéria negra e os anéis de Saturno. Explicações claras, curtas e precisa, apoiadas por grafismos e animações, produzidas por uma equipa de astrónomos e comunicadores de ciência profissionais.

A apresentar cada um dos programas teremos figuras bem conhecidas do público, pessoas que normalmente não esperaríamos ouvir falar de ciência – actores, músicos, jornalistas, etc.

Para completar as explicações televisivas, vamos contar com a colaboração de 13 astrónomos Portugueses que neste site irão partilhar o seu conhecimento sobre os diversos temas abordados. Para aqueles que desejam saber mais.

Venha desvendar os mistérios do Universo. Só demora 1 Minuto!

Uma co-produçao Science Office e Duvideo, com o patrocínio da Ciência Viva- Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e no âmbito do Ano Internacional da Astronomia 2009.

Data: Novembro e Dezembro de 2009, na RTP

Página oficial do projecto: http://www.1minutoastronomia.org/