sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

The Christmas Story



Tão queridos e fofos...

Um Natal contado de forma simples por crianças.

Feliz Aniversário Jesus!

domingo, 13 de novembro de 2011

Steve Jobs e as maçãs

Dia de S. Martinho, Aura Miguel

Aura Miguel

RR on-line 11-11-2011 8:16

Hoje em dia, todos associam o Dia de S. Martinho a feiras e festas, castanhas e vinho novo. Afinal, acontece também o mesmo no mês de Junho, com os chamados santos populares.
Com tantos excessos praticados nestas ocasiões, não me parece que António de Lisboa, João Baptista, o próprio apóstolo Pedro e, no dia de hoje, Martinho fiquem satisfeitos que o seu nome surja apenas associado aos comes e bebes.
Por isso, é de justiça recordar que S. Martinho morreu no ano de 397. Foi militar, mas renunciou à sua carreira para se tornar monge. Mais tarde, veio a ser bispo de Tours, cidade francesa onde está sepultado. A sua generosidade e humildade fizeram dele um dos santos mais populares e famosos de toda a Europa Ocidental.
Frequentemente representado em cima de um cavalo a entregar metade do seu manto a um pobre que tiritava de frio, a sua fama levou mesmo o Conselho da Europa a declará-lo em 2005 “modelo europeu da partilha”.
Nem de propósito: nestes tempos tão necessitados de entre ajuda, que São Martinho nos inspire a todos!

As razões da dignidade da vida humana

No Blogue: http://o-povo.blogspot.com/

Público, 2011-11-10, Fátima Pinheiro

Debate Do embrião ao testamento vital

O Tribunal Europeu de Justiça decidiu recentemente que não podem ser patenteadas investigações científicas com células estaminais que envolvam a destruição de embriões humanos. Perguntamos nós: mas porquê? Responde o tribunal: qualquer óvulo humano deve, desde a fase da sua fecundação, ser considerado um "embrião humano" quando essa fecundação for susceptível de desencadear o processo de desenvolvimento de um ser humano. Mas, perguntamos nós: o que nos leva a respeitar esse "embrião", quando hoje tanto se fala de eventuais possibilidades terapêuticas das células estaminais embrionárias? Quais são afinal as razões da dignidade assim, mais uma vez, reconhecida?

Entre nós o Parlamento discute agora quatro projetos de lei sobre o testamento vital (PS, PSD, CDS, BE). Os temas estão de certo modo conexos, porque uma investigação séria não olha integralmente o fim da vida sem olhar, também de forma inteira, para o seu começo. A Bioética cai sempre na praça pública como roleta. Ora sai o aborto, ora a eutanásia, ora a investigação em embriões excedentários, ora o estatuto do embrião, ora a arquitetura genética. Porque na realidade tudo se interliga.

As leis, nacionais e internacionais, não cessam de afirmar, como princípio, que a dignidade da vida humana deve ser respeitada. Nem as discussões sobre estes temas a põem em causa. É - também por isso - necessário encontrar as razões que estão na base de tal reconhecimento. A vida humana não é digna "porque sim". A Filosofia tem a competência para contribuir para este esclarecimento.

É simples. Espermatozóide e óvulo encontram-se. Tudo o que de mais criativo se faça parte desta base vital "dada". Ninguém inventa do nada; o coelho sai da cartola porque estava por perto, o resto é ilusão.

A Ciência trata do que é mensurável. E os avanços têm sido fantásticos. No entanto, ela não sabe dizer todos os fatores deste fenómeno "vida". Einstein, o cientista, admite a dimensão misteriosa da realidade, e, por muito que avance, embate nesse "algo" que será sempre espanto e interrogação. Na sua origem e no seu fim.

Quem não está, portanto, na posse de todos os dados, com que legitimidade pode "mexer", isto é, interferir num processo vital, do qual, em última análise, desconhece os contornos? A dignidade desse "algo" que é "grão de areia" - e um dia uma pessoa, e um dia, se for o caso, pessoa em estado vegetativo - vem desse excesso de ser, desse caráter misterioso que o torna intocável, sagrado. O ontológico precede, como sempre, o ético. Não se deve tocar porque não nos pertence, é um dado.

No que diz respeito ao testamento vital, em nome do princípio da autonomia não se estará nalguns casos a ignorar a dignidade da vida como a entendemos, de "algo" que, em última análise, não nos pertence? Em relação ao momento em que se faz o testamento muito pode acontecer: a pessoa estava informada? E se a ciência avançou? E se a pessoa mudou de vontade?

A dignidade da pessoa humana vem da autonomia ou é o contrário? Que se argumente. Pois para uma boa lei há que ter em conta todos os fatores e todas as consequências do que está em jogo. Como lembrou em relação ao Direito o saudoso Luís Archer: "Aprovar antes de se saber todas as consequências que as coisas vão ter, não é bom." Argumentar não se reduz a "falar" melhor e/ou mais alto. É esgrimir razões, ou, como alguém já o disse, alargar o uso da razão. Foi o que fez o Tribunal Europeu de Justiça. (100mim.wordpress.com)
A pedido da autora, este texto respeita as regras do Acordo Ortográfico

Pensamento do dia

Não podemos procurar na gravitação a razão pela qual duas pessoas se apaixonam. Como é que se pode explicar no domínio da física ou da química este tão importante fenómeno do primeiro amor? Ponham a mão num fogão durante um minuto e parecerá uma hora. Sentem-se ao lado daquela rapariga especial uma hora e parecerá um minuto. Isto é relatividade.

Albert Einstein

domingo, 16 de outubro de 2011

Os professores querem concursos nacionais, anuais e com critérios universais, quer para contratação, quer para ingresso e mobilidade

FENPROF exige concursos nacionais, anuais e com critérios universais, quer para contratação, quer para ingresso e mobilidade

A FENPROF voltou a exigir a realização de "concursos nacionais, anuais, quer para contratação, quer para ingresso e mobilidade nos quadros, que tenham em conta as reais necessidades das escolas", com “critérios universais: graduação profissional; classificação profissional, tempo de serviço.”

O Secretário Geral da FENPROF falava aos jornalistas, numa conferência de imprensa realizada ao fundo das escadarias de São Bento, após a reunião que a delegação sindical manteve com a Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, a quem apresentou "as suas preocupações e os indícios que levam a crer que, na designada Bolsa de Recrutamento 2, para contratação de docentes, terá havido manipulação prévia de dados, daí resultando injustiças e ilegalidades diversas."

A FENPROF exige também a abertura de lugar de quadro nas escolas sempre que um lugar vago assim se mantenha por um período de 3 anos. Ao quarto ano dará origem a um lugar para ingresso de docente ou mobilidade;e o ingresso em quadro (vinculação) dos docentes profissionalizados quando completam três anos de serviço. Transitoriamente, a FENPROF admite negociar um regime transitório que, partindo de um patamar mais elevado, num determinado número de anos a definir, chegue aos três anos antes referidos.

A garantia de profissionalização dos docentes com habilitação própria com três anos ou mais anos de serviço, é outra reivindicação destacada pela Federação Nacional dos Professores, que exige a abertura, em 2012, de concurso nacional para ingresso e mobilidade nos quadros.

O problema de fundo

Numa tomada de posição divulgada aos profissionais da comunicaçâo social, a FENPROF sublinha que o problema de fundo é o desemprego e a instabilidade que, "deliberadamente, foi provocado para 2011/2012, estando a ser tomadas medidas, pelo Governo, que agravarão muito a situação no próximo ano."

A FENPROF chama também a atenção para a falta de competência técnica, a falta de rigor e isenção e a falta de vontade política para solucionar problemas.

A propósito da bolsa de recrutamento 2, recorde-se, já foram realizadas. por iniciativa da FENPROF, reuniões na Procuradoria Geral da República, na Comissão de Educação, Ciência e Cultura da AR, na Provedoria de Justiça e agora na Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública. Aguarda-se para breve a reunião com Inspeção Geral de Educação (IGE).

Das diligências, até agora, resulta:

Da PGR: remetido processo para Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP).
Da CECC da AR: iniciativas de grupos parlamentares para esclarecimento da situação.
Da Provedoria de Justiça: reforço de processo já aberto na sequência de 44 queixas entretanto apresentadas individualmente.

Com estas iniciativas, a FENPROF pretende "o apuramento da verdade, a reparação de danos causados aos professores, a responsabilização (disciplinar ou penal, dependendo do que for apurado, caso se confirmem os indícios existentes) de quem provocou problema e a assunção política do problema, se vier a fazer-se prova."

Ilegalidades na celebração de contratos


Esclarece a FENPROF que contratos correspondentes a horários anuais, incluindo os que foram identificados como tal (por exemplo, da BR01, que só tinha horários anuais), estão a ser propostos (e alguns já celebrados) como temporários de 30 dias, ou, desde logo, como a termo incerto.

Relativamente aos celebrados a termo certo por 30 dias, desconhece-se o que acontecerá ao fim desse tempo. A renovação sucessiva por períodos iguais é ilegal, a renovação ou transformação em contrato a termo incerto também é ilegal. Será ainda ilegal que estes contratos sejam considerados a termo incerto, pois sabe-se qual o seu termo: o final do ano escolar. "Estamos a alertar os professores para esta situação", como sublinhou Mário Nogueira nesta conferência de imprensa de 13 de Outubro.

A FENPROF recorda e esclarece também quais são os tipos de contrato possíveis:

- Termo certo: pelo período de ausência (substituição) ou até 31 de agosto (aposentações, novas turmas, mobilidade…)

- Termo incerto: quando não se conhece tempo da ausência, mas se presume que haverá regresso do titular do docente substituído.

Ofertas de escola:
vale (quase) tudo...


Como referiu o Secretáruo Geral da FENPROF, nas ofertas de escola surgem muitas situações em que vale (quase) tudo... Vejamos algumas das mais frequentes:

a) Horário cuja origem leva a que se prolongue até final do ano, dá origem a contrato mensal. Mas, ainda assim, há incoerências, com a mesma escola a fazer opções diferentes;

b) Falta de rigor nas habilitações exigidas (habilitação própria em igualdade com habilitação profissional).

c) Critérios orientados para candidato (alguns assemelham-se a uma fotografia de alta resolução).

d) Anulação, na prática, de critérios com a introdução de parecer favorável do diretor ou o recurso a entrevista. Nesses casos, a escolha, na verdade, será do diretor.

"Todas estas situações serão facultados à Provedoria de Justiça e à Inspeção Geral de Educação com pedido de intervenção. Será também exigido ao MEC que intervenha neste processo corrigindo situações",garantiu Mário Nogueira, acompanhado por dirigentes dos vários Sindicatos da FENPROF.

"Entre outras dimensões do problema, importa lembrar que estamos a falar de acesso a emprego público, neste caso, emprego docente. É imperioso que haja regras, imparcialidade, transparência, ainda para mais numa altura em que o desemprego atingiu enormes proporções", concluiu.

Reivindicações da FENPROF

Além da exigência de concurso, com regras de transparência e competência e com as características já sublinhadas no início dersta peça, a FENPROF exige, para efeitos de contratação, a constituição de uma “bolsa” nacional de candidatos que, depois de uma primeira fase de colocação, no final de agosto, funcionará ciclicamente, tendo em conta as necessidades transitórias, a graduação dos candidatos e as suas preferências, devendo ser retomadas regras que a atual legislação revogou.

Ou seja, não são os horários que “escolhem” os candidatos, mas estes que são colocados de acordo com as suas preferências, tendo em conta o conjunto de horários disponíveis em cada momento de colocação. De cada “ciclo” de colocações é publicamente divulgada uma lista. Os docentes com habilitação própria que, como se sabe, continuam a ser imprescindíveis em muitas áreas, poderão candidatar-se ao concurso nacional, sendo ordenados em prioridade após os que apresentam habilitação profissional.

O recurso a “oferta de escola” tem um carácter verdadeiramente excecional: ter esgotado a lista nacional, seja em que momento do ano for. Nesse caso, os critérios deverão ser estabelecidos em termos nacionais, respeitando os que foram adotados nessa fase.

Está provado que os concursos efetuados localmente apresentaram sempre mais problemas e nunca foram mais céleres as colocações daí resultantes. Já os concurso nacionais só correram mal quando neles se refletiu incompetência técnica ou outros fatores que interferiram no seu normal desenvolvimento, conclui a Federação. / JPO

Rankings - A desonestidade ao serviço da promoção do ensino privado

É legítimo classificar escolas como “boas” e “más” ignorando as diferentes realidades educativas que as caracterizam e tendo apenas em conta os resultados dos alunos em exames nacionais?

Independentemente de serem escolas privadas que seleccionam os seus alunos ou escolas de todos e para todos, com populações escolares heterogéneas?

Independentemente do número de alunos que levam a exame?

[Hoje, uma escola do Porto foi exposta publicamente como “a pior do país” em função dos resultados nos exames de UM ÚNICO ALUNO. Como é possível???]

Na Austrália, os professores e os directores das escolas públicas bateram-de, de forma determinada, contra a publicação deste tipo de rankings. Em Portugal, vamos continuar a permiti-lo até quando e em nome de quê?

AUSTRÁLIA CONTRA OS RANKINGS


(texto disponível no Jornal da FENPROF de Janeiro de 2011, p.19)

Nos últimos anos a Austrália teve um regime de exames nacionais, conhecido como NAPLAN, para alunos dos graus 3, 5, 7 e 9 apesar de não haver um currículo nacional. Em 2009, o Governo Australiano criou um novo sítio na internet chamado “My School” onde eram publicados os resultados dos exames, escola a escola.

Durante os meses que precederam esta divulgação, o Sindicato da Educação Australiano (AEU) que representa 180,000 professores das escolas públicas por toda a Austrália desenvolveu uma campanha contra a divulgação pública dos resultados dos exames. O principal receio do sindicato foi que isso pudesse levar à criação de “rankings” e à exposição pública (“naming and shaming”) das escolas que tanto prejuízo causou em países como a Inglaterra e os Estados Unidos da América.

Mal os resultados dos exames foram divulgados, muitos jornais começaram a elaborar “rankings” e os piores receios dos professores foram confirmados. Os meios de comunicação social usaram a informação sobre os resultados dos exames para atacarem as escolas, particularmente as escolas públicas e os seus professores.

No início de 2010, o AEU intensificou a campanha exigindo que o governo tomasse medidas para impedir que os resultados dos exames fossem usados para criar “rankings”. A ronda seguinte de exames estava prevista para Maio de 2010 e o sindicato fez um ultimato ao Governo Australiano. A menos que fossem postas em prática medidas de protecção desses dados, os professores em toda a Austrália recusar-se-iam a aplicar os exames de literacia e numeracia (NAPLAN). Nos meses que precederam os exames de Maio, o sindicato organizou-se por todo o país para obter apoio para esse boicote.

A campanha intensificou-se e foi bem apoiada por directores de escola e professores, muitos dos quais foram ameaçados com o despedimento e pesadas multas. Finalmente, apenas alguns dias antes da data prevista para a realização dos testes, o Governo apresentou uma proposta ao sindicato. Comprometeu-se a constituir um Grupo de Trabalho para aprofundar mecanismos de protecção para o uso dos dados dos exames. Consequentemente, o boicote foi levantado.

Na semana passada o Grupo de Trabalho divulgou as suas recomendações. Numa vitória histórica para o AEU, a principal recomendação do Grupo de Trabalho foi que os dados dos exames seriam protegidos usando as leis de copyright existentes. O grande desafio agora é assegurar que o Governo honra as conclusões do Grupo de Trabalho e está pronto a agir contra qualquer meio de comunicação social que viole a lei publicando “rankings”.

Maurie Mulheron

Principal

Keira High School

Australia

"Ligar os pontos", artigo sobre Steve Jobs

Pe. Tolentino Mendonça

Agência Ecclesia 2011-10-11


Numa cultura que se recusa a encarar [a doença e a morte] … Steve Jobs deixa um testemunho exemplar de sabedoria e humanidade

É estranho dizer-se de um homem que morre aos 56 anos que tenha tido três vidas. Mas é isso que apetece dizer quando se escuta o inspirador discurso que Steve Jobs fez em 2005, na entrega de diplomas da universidade de Stanford, e que hoje podemos perceber claramente como uma espécie de testamento. Jobs conta, então, três histórias, que correspondem a momentos-chave do seu percurso. A primeira descreve os seus difíceis começos e ele chama-lhe “ligar os pontos”. O arranque da vida não podia ser mais áspero. Entregue para a adoção assim que nasceu, uma adolescência hesitante, a entrada numa universidade que os pais não conseguiam pagar nem ele verdadeiramente suportava, a dureza de uma juventude feita de biscates, meio à deriva…Mas no meio disso, a aprendizagem pessoal do valor das coisas, a busca exigente daquilo que realmente gostava e aceitar pagar o preço, em dedicação e esforço. Ele conta, por exemplo, que escolheu frequentar minuciosamente um bizarro curso de caligrafia. Só dez anos mais tarde, quando inventou o revolucionário Macintosh, percebeu que esse conhecimento viria a ter uma aplicação preciosa. Como diz Steve Jobs, precisamos confiar que os pontos dispersos do nosso percurso se vão ligar e receber daí confiança para seguir um caminho diferente do previsto.

A segunda história é sobre o amor e a perda. Ele inventou com um amigo, na garagem da sua casa, um negócio que, em apenas uma década, passou a mover 2 biliões de dólares e 4000 empregados. E, precisamente, quando julgava ter alcançado o auge despedem-no. Impressionante é o modo como integra este golpe, depois de um primeiro atordoamento: «Decidi começar de novo. E isso deu-me liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida». A verdade é que ele se reinventa e volta à liderança da empresa da qual havia sido dispensado.

A terceira história é acerca da doença e da morte. E numa cultura que se recusa a encarar qualquer uma delas, Steve Jobs deixa um testemunho exemplar de sabedoria e humanidade: «A morte é muito provavelmente a melhor invenção da Vida…O nosso tempo é limitado então não o desperdicemos… Tenhamos a coragem de seguir o nosso coração». Por isso, a sua morte recente não nos obriga apenas a lembrar a revolução tecnológica que ele aproximou dos nossos quotidianos. Ela obriga-nos a arriscar “ligar os pontos” dentro de nós.

José Tolentino Mendonça

domingo, 31 de julho de 2011

O tempo da liberdade

Notas de um diálogo durante um aperitivo com don Luigi Giussani, antes de partir para as férias.

Milão, 5 de junho de 1964

Desde os primeiríssimos dias do Movimento tivemos um conceito claro e simples: tempo livre é o tempo em que a pessoa não é obrigada a fazer nada, não há coisa alguma que se seja obrigado a fazer, o tempo livre é tempo livre.

Como nós discutíamos com frequência com os pais e com os professores, que diziam que GS[1] ocupava demais o tempo livre dos jovens, enquanto os jovens deveriam estudar ou trabalhar na cozinha, em casa, eu dizia: “O tempo livre é muito bom para os jovens!”. “Mas um jovem, uma pessoa adulta”, retrucavam, “é julgado pelo trabalho, pela seriedade do trabalho, pela tenacidade e pela fidelidade ao trabalho”. “Não”, eu respondia, “de jeito nenhum! Um jovem é julgado pela maneira como usa o tempo livre”. Oh, todos se escandalizavam. Mas... se é tempo livre, significa que a pessoa é livre para fazer o que quiser. Portanto, se entende o que a pessoa quer pela maneira como utiliza o seu tempo livre.

Eu entendo o que uma pessoa - jovem ou adulta - realmente quer não pelo trabalho, pelo estudo, ou seja, por aquilo que é obrigada a fazer, pelas conveniências ou pelas necessidades sociais, mas pela maneira como usa o seu tempo livre. Se um jovem ou uma pessoa madura desperdiça o tempo livre, não ama a vida: é tolo. As férias, com efeito, são o tempo clássico em que quase todos se tornam fúteis. Ao contrário, as férias são o tempo mais nobre do ano, pois são o momento em que a pessoa se empenha como quiser com o valor que reconhece prevalecer na sua vida, ou então não se empenha de modo nenhum com nada e então, justamente, é fútil.

A resposta que dávamos aos pais e professores há mais de quarenta anos tem uma profundidade à qual eles nunca tinham chegado: o valor maior do homem, a virtude, a coragem, a energia do homem, aquilo pelo qual vale a pena viver, está na gratuidade, na capacidade da gratuidade. E a gratuidade está justamente no tempo livre que vem à tona e se afirma de forma surpreendente.

* * *

A maneira de rezar, a fidelidade à oração, a verdade dos relacionamentos, a dedicação de si, o gosto pelas coisas, a modéstia na forma de usar a realidade, a comoção e a compaixão para com as coisas, tudo isto se vê muito mais nas férias do que durante o ano. De férias, a pessoa é livre e, se é livre, faz o que quer.

Isto quer dizer que as férias são uma coisa importante. Em primeiro lugar, isto implica atenção na escolha da companhia e do lugar, mas sobretudo tem a ver com a maneira como se vive: se as férias não nos fazem nunca recordar o que mais gostaríamos de recordar, se não nos tornam melhor para com os outros, mas nos tornam mais instintivos, se não nos fazem aprender a olhar a natureza com intenção profunda, se não nos fazem fazer um sacrifício com alegria, o tempo do repouso não cumpre o seu objectivo.

* * *

As férias devem ser o mais livres possíveis. O critério das férias é respirar, se possível a plenos pulmões.

Deste ponto de vista, fixar a priori como princípio que um grupo tenha de passar as férias junto é antes de mais nada contrário ao que foi dito, pois os mais frágeis da companhia, por exemplo, podem não ousar dizer não. Em segundo lugar, é contra o princípio missionário: ir em férias juntos tem de responder a este critério. Seja como for, em primeiro lugar a liberdade acima de tudo. Liberdade de fazer o que se quer... segundo o ideal!

* * *

O que você ganha, vivendo assim? A gratuidade, a pureza do relacionamento humano.

Em tudo isto, a última coisa de que podemos ser acusados é de convidar a uma vida triste ou obrigar a uma vida pesada: seria o sinal de que justamente quem faz as objecções é que é triste, pesado ou macilento. Onde macilento indica uma pessoa que não come e não bebe, por isso não goza da vida. E dizer que Jesus identificou o instrumento, o nexo supremo entre o homem que caminha na terra e o Deus vivo, o Infinito, o Mistério infinito, com o comer e com o beber: a eucaristia é comer e beber - ainda que hoje tão frequentemente seja reduzida a um esquema do qual já não se compreende o significado -. É um comer e um beber: o ágape é um comer e beber. A expressão maior do relacionamento entre mim e esta presença que é Deus feito homem em ti, ó Cristo, é comer e beber contigo. Onde tu te identificas com o que comes e bebes, de modo tal que “mesmo vivendo na carne eu vivo na fé do Filho de Deus” (“fé” quer dizer reconhecer uma Presença).

(traduzido por Durval Cordas)

Amar do lado de cá...

«Realidade paralela: Amar do lado de cá...

No exato momento em que os nossos sentidos experimentam, os nossos pensamentos voam e constroem uma Realidade Paralela...Para isso, necessitahttp://www.blogger.com/img/blank.gifmos abrir mais que os olhos...temos que abrir também o coração...»

Excelente blogue da voluntária Vanessa Almeida, que partiu para ficar ao lado de quem precisa.

Mais um grupo de jovens partiu para Moçambique.
Vão partilhar o seu tempo, o seu amor, os seus conhecimentos,... com outros povos.

Vamos acompanhar com a oração e com mensagens este novo grupo em terras de Boa Nova.

Blogue da voluntária Vanessa Almeida: http://amardoladodeca.blogspot.com/

Página dos Leigos Boa Nova: http://leigos.boanova.pt/

Um bem haja e que Nossa Senhora vos acompanhe.

Missão... é PARTIR...

Missão...é partir...

"Missão...é partir...caminhar...deixar tudo...sair de si
É quebrar a crosta do egoismo que nos fecha no nosso Eu...
Missão é parar de dar voltas ao redor de nós mesmos como se fossemos o centro do mundo, da vida...
Missão é não nos deixarmos bloquear nos problemas do pequeno mundo a que pertencemos. A Humanidade é maior...
Missão é sempre partir, mas não devorar quilómetros. É sobretudo abrir-se aos outros como irmãos, descobri-los e encontrá-los...
E se para os descobrir e amar é necessário atravessar mares e voar pelos céus...então Missão é partir até aos confins do Mundo...!"
(H.C.)

Leigos Boa Nova

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Obrigado, sr. ministro!

por JOÃO CÉSAR DAS NEVES

DN 2011.07.07

Há dias um pobre pediu-me esmola. Depois, encorajado pela minha generosidade e esperançoso na minha gravata, perguntou se eu fazia o favor de entregar uma carta ao senhor ministro. Perguntei-lhe qual ministro e ele, depois de pensar um pouco, acabou por dizer que era ao ministro que o andava a ajudar. O texto é este:

"Senhor ministro, queria pedir-lhe uma grande ajuda: veja lá se deixa de me ajudar. Não me conhece, mas tenho 72 anos, fui pobre e trabalhei toda a vida. Vivia até há uns meses num lar com a minha magra reforma. Tudo ia quase bem, até o senhor me querer ajudar.

Há dois anos vierem uns inspectores ao lar. Disseram que eram de uma coisa chamada Azai. Não sei o que seja. O que sei é que destruíram a marmelada oferecida pelos vizinhos e levaram frangos e doces dados como esmola. Até os pastelinhos da senhora Francisca, de que eu gostava tanto, foram deitados fora. Falei com um deles, e ele disse-me que tudo era para nosso bem, porque aqueles produtos, que não estavam devidamente embalados, etiquetados e refrigerados, podiam criar graves problemas sanitários e alimentares. Não percebi nada e perguntei-lhe se achava bem roubar a comida dos pobres. Ele ficou calado e acabou por dizer que seguia ordens. Fiquei então a saber que a culpa era sua e decidi escrever-lhe. Nessa noite todos nós ali passámos fome, felizmente sem problemas sanitários e alimentares graves.

Ah! É verdade. Os tais fiscais exigiram obras caras na cozinha e noutros locais. O senhor director falou em fechar tudo e pôr-nos na rua, mas lá conseguiu uns dinheiritos e tudo voltou ao normal. Como os inspectores não regressaram e os vizinhos continuaram a dar-nos marmelada, frangos e até, de vez em quando, os belos pastéis da tia Francisca, esqueci-me de lhe escrever. Até há seis meses, quando destruíram tudo.

Estes não eram da Azai. Como lhe queria escrever, procurei saber tudo certinho. Disseram-me que vinham do Instituto da Segurança Social. Descobriram que estava tudo mal no lar. O gabinete da direcção tinha menos de 12 m2 e na instalação sanitária do refeitório faltava a bancada com dois lavatórios apoiados sobre poleias e sanita com apoios laterais. Os homens andaram com fitas métricas em todas as janelas e portas e abanaram a cabeça muitas vezes. Havia também um problema qualquer com o sabonete, que devia ser líquido.

Enfureceram-se por existirem quartos com três camas, várias casas de banho sem bidé e na área destinada ao duche de pavimento (ligeiramente inferior a 1,5 m x 1,5 m) não estivesse um sistema que permita tanto o posicionamento como o rebatimento de banco para banho de ajuda (uma coisa que nem sei o que seja). Em resumo, o lar era uma desgraça e tinha de fechar.

Ultimamente pensei pedir aos senhores fiscais para virem à barraca onde vivo desde então, medir as janelas e ver as instalações sanitárias (que não há!). Mas tenho medo que ma fechem, e então é que fico mesmo a dormir na rua.

Mas há esperança. Fui ontem, depois da missa, visitar o lar novo que o senhor prior aqui da freguesia está a inaugurar, e onde talvez tenha lugar. Fiquei espantado com as instalações. Não sei o que é um hotel de luxo, porque nunca vi nenhum, mas é assim que o imagino. Perguntei ao padre por que razão era tudo tão grande e tão caro. Afinal, se fosse um bocadinho mais apertado, podia ajudar mais gente. Ele respondeu que tinha apenas cumprido as exigências da lei (mais uma vez tem a ver consigo, senhor ministro). Aliás o prior confessou que não tinha conseguido fazer mesmo tudo, porque não havia dinheiro, e contava com a distracção ou benevolência dos inspectores para lhe aprovarem o lar. Se não, lá ficamos nós mais uns tempos nas barracas.

Senhor ministro, acredito que tenha excelentes intenções e faça isto por bem. Como não sabe o que é a pobreza, julga que as exigências melhoram as coisas. Mas a única coisa que estas leis e fiscalizações conseguem é criar desigualdades dentro da miséria. Porque não se preocupam com as casas dos pobres, só com as que ajudam os pobres."

mailto:naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

O mesmo acontece em infantários e ATL!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Que saudades do nosso querido Papa João Paulo II



Que bom ter sido beatificado ontem em Roma. Bem haja a todos que contribuiram para tal.
Que João Paulo II olhe por nós, principalmente nestes momentos conturbados a nível económico.

domingo, 1 de maio de 2011

Frase do dia

A teoria da relatividade pode explicar muitos segredos do universo. No entanto o amor de mãe não é relativo, é absoluto.
Paul Antonine

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Portugal pede ajuda externa e o Sr. Primeiro Ministro...



Não resisti... he he he

Os comentários ao vídeo também merecem leitura...

sábado, 2 de abril de 2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Homenagem a Shabhaz Batti

Aura Miguel

RR on-line 01-04-2011 09:21

Shabhaz Batti, 42 anos, ministro para as Minorias Religiosas do Paquistão, foi morto em plena luz do dia, no seu próprio país, pela Al-Qaeda.

Era o único católico do Governo e, em defesa das minorias, tentou derrogar a lei da blasfémia que condena à morte quem se opõe ao Islão e ao profeta Maomé.
Por causa disso, foi ameaçado de morte e depois morto pelos talibã. No seu testamento espiritual, deixou escrito o seguinte: “Quero que a minha vida diga que eu sigo Cristo. Esse desejo é tão forte em mim que consideraria um privilégio se Jesus quisesse aceitar o sacrifício da minha vida”.
Numa outra entrevista, pouco antes de morrer, afirmou: “Creio em Jesus Cristo que deu a sua vida por nós. Sei qual é o significado da cruz e sigo a cruz. (…) Estas ameaças não podem mudar os meus princípios. Prefiro morrer do que ceder a ameaças”.
A entrevista está disponível no You Tube. Um mês depois da sua morte, aqui fica a homenagem a este ministro.

Acordo, João César das Neves

DESTAK |30 | 03 | 2011 20.11H

João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

Portugal tem uma crise financeira urgente, uma crise económica estrutural e uma crise social latente. Mas o que ocupa todos é a lúdica crise política. Nessa, o mais espantoso é dizer-se que a demissão do Governo marca o início do combate, quando realmente assinala um compromisso e acordo de cavalheiros.
Nos últimos meses viveu-se uma magna encenação, em que cada discurso dizia precisamente o inverso do desejo íntimo do orador. O Governo estava ansioso por ser derrubado, para se libertar do aperto crescente da falência; mas não mostrava tal desejo, querendo poder acusar a oposição disso. A Oposição queria que o Governo se mantivesse em funções, acumulando o odioso da austeridade, mas sem pretender as culpas da sua manutenção.
Esta comédia de enganos tinha uma data limite: o pedido de ajuda externa. O jogo acabaria quando fosse imperioso chamar o FMI, a fatídica ameaça que José Sócrates repetidamente demonizava, assegurando que a exorcizara. O jogo de nervos subia de tom, cada lado atirando a culpa para o outro.
No dia 23, o acordo. O Governo subiu a parada de austeridade para lá do admissível e a Oposição aceitou a responsabilidade pelo derrube político. Assim os dois lados dividiram as culpas e, melhor de tudo, abriram um período intermédio, uma terra de ninguém, onde se chamará o FMI e as medidas duras, sem que ninguém possa ser acusado. O actual Governo, que pede a ajuda, dirá que o fez forçado pela irresponsabilidade de quem o derrubou. O próximo aceitará o facto consumado de que se dirá inocente.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Amai os vossos inimigos

Num tempo em que voltaram as perseguições religiosas em vários países, nomeadamente aos cristãos, o evangelho de hoje chama-nos a sermos mais uma vez testemunhas de Cristo, praticando o perdão e a paz entre os homens, mesmo os nossos "inimigos", seja em família, seja no local de trabalho, seja nas nossas relações sociais.
Será nisto que seremos diferentes, no amor fraterno. É uma utopia o ser cristão, já o era há dois mil anos atrás e continua a sê-lo. Mas nós cristãos católicos, temos sempre a fé e a esperança, logo andamos neste mundo com cara de gente salva, que acredita num mundo melhor e que luta no seu dia a dia por um mundo melhor.
Boa semana.

«Amai os vossos inimigos»

VII Domingo do tempo comum (ano A)

"O perdão, a não violência, a caridade para com o(s) outro(s), o amor aos inimigos, imitando a bondade de Deus, nosso Pai, são os sinais distintivos do cristão no mundo.
É também nisto que os cristãos são diferentes do mundo que não crê nem ama. Peço a coragem ser assim, diferente,"


Pe. José Maria G. Fabião, Reitor da Igreja da Trindade - Porto


Evangelho segundo S. Mateus 5,38-48.

«Ouvistes o que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, digo-vos: Não oponhais resistência ao mau. Mas, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra. Se alguém quiser litigar contigo para te tirar a túnica, dá-lhe também a capa. E se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, caminha com ele duas. Dá-a quem te pede e não voltes as costas a quem te pedir emprestado.» «Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. Fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no Céu, pois Ele faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores. Porque, se amais os que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem já isso os cobradores de impostos? E, se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos? Portanto, sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste.»

Da Bíblia Sagrada


Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Aelredo de Rievaulx (1110-1167), monge cisterciense
Le Miroir de la charité, III, 5 (a partir da trad. Orval/do breviário)

«Amai os vossos inimigos»

Não há nada que nos encoraje mais a amar os nossos inimigos, naquilo que consiste a perfeição do amor fraterno, do que a consideração e a gratidão pela admirável paciência do «mais belo dos filhos dos homens» (Sl 45 (44), 3): Ele ofereceu a Sua bela face aos ímpios para que a cobrissem de escarros; permitiu-lhes vendarem-Lhe aqueles olhos que, de um só relance, governam o Universo; expôs as Suas costas ao chicote, submeteu aos picos dos espinhos a Sua fronte, diante da qual deviam tremer príncipes e poderosos; entregou-Se às afrontas e às injúrias e, por fim, suportou com mansidão a cruz, os cravos, a lança, o fel, o vinagre, mantendo, no meio disso tudo, toda a doçura e serenidade: «Como um cordeiro levado ao matadouro, ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador, não abriu a boca» (Is 53,7).

Ao ouvir as admiráveis palavras «Pai, perdoa-lhes» (Lc 23, 34), cheias de doçura, de amor e de imperturbável serenidade, o que poderíamos nós acrescentar à bondade e à caridade dessa oração?

E, no entanto, o Senhor acrescentou algo. Não Se contentou em rezar; quis desculpar: «Pai ─ diz Ele ─ perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem»; são, sem dúvida, grandes pecadores, mas não têm disso consciência; por isso, Pai, perdoa-lhes; crucificam, mas não sabem a Quem crucificam. [...] Pensam tratar-se dum transgressor da Lei, dum usurpador da Divindade, dum sedutor do Povo; escondi-lhes o Meu rosto; não reconheceram a Minha majestade; por isso, «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem».

Se quiser aprender a amar, que o homem não se deixe arrastar pelos impulsos da sua carne, mas dirija todo o seu afecto para a dulcíssima paciência da carne do Senhor; se quiser encontrar descanso mais perfeito e mais feliz nas delícias da caridade fraterna, que aperte também os inimigos nos braços do verdadeiro amor; e, para que este fogo divino não diminua por causa das injúrias, que tenha sempre os olhos do espírito na serena paciência do seu Senhor e bem-amado Salvador.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Frase do dia

Uma pessoa só tem o direito de olhar outra de cima para baixo quando está a ajudá-la a levantar-se.

Gabriel Garcia Marquez

Miguel Portas em Bruxelas - ordenados dos deputados

O Dr. Miguel Portas em Bruxelas falando sobre os ordenados dos deputados...
Muito bem dito.



POR QUE RAZÃO ISTO NÃO PASSOU CÁ NO CANAL RTP1, RTP2, SIC, TVI, SIC NOTICIAS.
JORNAL NOTICIAS, DN, TSF, PÚBLICO, CORREIO DA MANHÃ, EXPRESSO, DIÁRIO
ECONÓMICO…

A VERDADE É QUE NÃO PASSOU…
A VERDADE É QUE NINGUÉM OUVIU…
A VERDADE É QUE NINGUÉM ESCREVEU NADA…

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Associação Criança e Vida (CEV)

A Instituição

A Associação Criança e Vida (CEV) pretende apoiar e promover crianças, jovens, pessoas carentes, do ponto de vista económico, familiar e social proporcionando um ambiente familiar de carinho, afecto, sossego, e afastando-as de locais degradantes, rua, droga,…, facultando a quem o desejar uma formação integral e personalizada, humana e cristã (católica), e colaborando ainda na formação do seu pessoal e de outras pessoas que voluntariamente ajudam no trabalho com os utentes/ clientes e que são indispensáveis para assegurar o ambiente familiar tradicional da Associação.

A Instituição procura fomentar a ligação com os pais, avós, filhos, todos os elementos das famílias dos utentes/ clientes, para que cooperem com a Associação na realização dos seus fins; continua sempre o acompanhamento possível de todos, mesmo quando já não frequentam habitualmente as actividades, ao longo das diversas etapas da vida.

A Associação dá sempre prioridade aos mais carenciados entre os utentes/ clientes de todos os sectores, seja em vagas, em disponibilidade de tempo, em maior atendimento, etc..

ASSOCIAÇÃO CRIANÇA E VIDA (CEV)

Por favor informem-se sempre antes de fazer donativos a instituições que não conhecem (telefonem para o número oficial ou vão à instituição), pois já tem havido pessoas a fazer-se passar por membros da direção e a pedir em seu nome)

R. de Miguel Bombarda, 57 4050-380 PORTO
Rua do Breiner, 234 4050-124 PORTO
Fax: 222088407 (Telef. 222084936 / 222004074)
ass.criancaevida@gmail.com


“A Associação Criança e Vida (CEV), é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), sem fins lucrativos, criada em 11 de Dezembro de 1979, Diário da República, 3ª série, nº 15 de 18 de Janeiro de 1980 e credenciada pela Segurança Social e pelo Ministério da Educação.
Tem actualmente 66 alunos na Escola do 1º ciclo, 110 crianças e jovens em ATL, 58 crianças na Educação Pré-Escolar, 35 crianças em Creche e 15 idosos em Serviço de Apoio Domiciliário; emprega 33 colaboradores.

SEM CUSTOS, pode ajudar esta associação que muito fez e faz pelos outros, principalmente crianças e jovens.
O que pode fazer para nos ajudar?
Basta colocar na sua declaração de IRS de 2010, o NIPC 500 945 861, desta IPSS, no QUADRO 9, Campo 901, do Anexo H.

Este acto não terá qualquer custo e unicamente obriga o Estado a consignar 0,5 % do IRS cobrado por cada pessoa / empresa / família ao CEV.

Também agradecemos que reenvie esta mensagem para conhecidos, amigos e família.
Em meu nome pessoal e nos das crianças, jovens, famílias e idosos apoiados, um sincero muito obrigado.


Com amizade
Teresa Resende
(Direção)

Mariza (com a TAP)

Lisboa, Dez 2010, TAP (Hangar 5)

Excelente iniciativa!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Deolinda

"Que parva que eu sou"

Esta letra diz-me qualquer coisa... E a vocês?




Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Deolinda

Rodrigo Leão

Terça, dia 8 Fev. 2011, revolta de pais e professores no parlamento

No dia 8 de Fevereiro, terça-feira, a ministra da educação vai comparecer na Comissão de Educação e Ciência. O PSD vai inquiri-la sobre os contratos de associação e quer saber qual é o custo médio do aluno na escola estatal. Os deputados do PCP e do BE vão perguntar-lhe qual é o impacto que o Decreto-Lei 18/2011 terá no desemprego docente.

A ministra terá a esperá-la uma manifestação de pais organizada pelo SOS Movimento Educação. No mesmo local, à mesma hora, os professores das escolas estatais marcarão presença. Se tudo correr como o movimento 3R, Renovar, Refundar e Rejuvenescer, espera que corra, os professores vão comparecer com faixas pretas contra o desemprego docente. Se querem mobilizar os docentes, não deixem de fora o combate à farsa da avaliação de desempenho.

A indignação alastra nas escolas e os professores contratados começam a tomar consciência das consequências que o Decreto-Lei 18/2011 terá na vida deles. Os cortes nos horários dos alunos e as alterações às matrizes curriculares não deixam margem para dúvidas: poucos serão os contratados que vão conseguir um horário completo em Setembro de 2011. Prevê-se a maior vaga de sempre de desemprego docente. No 2º CEB será uma hecatombe. Uma tragédia que afectará também milhares de professores dos quadros.

Os sindicatos não fecham as portas às negociações mas é cada vez mais evidente a vontade de se juntarem e tomarem a iniciativa dos protestos. O ambiente aquece e a revolta cresce. Desta vez, a ministra da educação conseguiu colocar todos contra as políticas educativas do Governo: directores das escolas estatais, professores das escolas estatais, pais e alunos das escolas privadas com contratos de associação e proprietários dos colégios que integram a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular.

O melhor aluno do secundário em 2000 fez o doutoramento e está desempregado

Na página do Prof. Ramiro marques: http://www.profblog.org/
li este texto que me deixou sensibilizada.
Concordo com ele em tudo, exceto no não casar. Acho que se deve casar cedo e ter filhos cedo, embora seja complicado nos dias de hoje ter uma família e não ter ajuda dos pais (porque do Estado... nada. E ainda perguntam porque não nascem mais crianças em Portugal...).


Encontrei ontem o aluno que obteve a melhor classificação do 12º ano no ano 2000 numa escola secundária do Distrito de Santarém onde tenho familiares a leccionarem.

O rapaz chama-se Victor, tem 28 anos de idade, fez o 12º ano com média de 18,8 valores, podia ter ido para Medicina mas preferiu Biologia porque queria ser cientista.

Fez a licenciatura em Biologia com média final de 17 valores. E o mestrado em Biologia Molecular com 19 valores.

Entrou no ano seguinte para doutoramento. Concluiu o doutoramento em Biologia Molecular com nota máxima em Julho de 2010. Está desempregado há seis meses.

O Victor cometeu três erros: casou, comprou casa em Lisboa e tem um carro. Tem dois créditos, uma família, uma casa para pagar e um carro que lhe dá uma despesa fixa mensal elevada.

Ficou agarrado a uma casa e a vários créditos. E amarrado a um casamento que lhe trouxe responsabilidades cedo demais.

Podia ter feito como outros colegas que foram alunos menos brilhantes: não casaram, não compraram carro, não adquiriram casa, não contraíram créditos e ficaram livres para fugir de um país que é padrasto para os que chegaram depois.

Tudo o que um jovem vítima do Socialismo pode ter deve caber dentro de um saco de viagem. Para poder partir sempre que quiser para onde haja um lugar que o trate bem. Longe de Portugal. Sem as grades do socialismo.

Que a história do Victor sirva de lição aos jovens que me lêem ou aos pais que podem transmitir-lhes estes conselhos:

#1 Não casem. Filhos, nem pensar!

#2 Não comprem casa própria; aluguem um apartamento ou quarto e sintam-se livres para marchar para qualquer lado onde haja trabalho.

#3 Comprar carro, para quê? É mais uma despesa fixa que vos tolhe os movimentos e rouba a liberdade.

#4 Não contraiam créditos.

#5 Estudem Inglês e façam do Mundo a vossa casa.

Dê um medicamento a quem precisa

Ano Europeu do Voluntariado 2011

Raquel Abecasis
RR on-line 31-01-2011 08:36


Começa esta semana o Ano Europeu do Voluntariado. É uma iniciativa que, como acontece a maioria das vezes, serve para descansar a consciência de uma Europa à procura de valores que premeditadamente deixou cair, como a sua herança cultural e religiosa.
É, no entanto, uma ocasião para iniciar um caminho que devia fazer parte da educação de todos. Dedicar livremente uma parte do nosso tempo a prestar um serviço, seja ele qual for, à comunidade é uma experiência fundamental para qualquer homem ou mulher.
O desafio que este ano propõe é para todos e devia ser mais do que um discurso para a classe política.
O problema da maior parte dos nossos políticos que enchem a boca com o discurso do "estado social" é que não sabem o que é prestar um serviço gratuitamente a quem está ao seu lado. Esta é talvez a maior diferença entre os políticos de agora, com grande dificuldade em aderir à realidade, e a primeira geração de políticos do pós 25 de Abril, como Ernâni Lopes, Sá Carneiro, Amaro da Costa ou António Guterres, com uma enorme sensibilidade social.
O voluntariado que fizeram, tal como o que fez Obama, dá aos homens políticos um outro olhar sobre a realidade, permite-lhes falar de coisas que as pessoas reconhecem e tomar medidas mais adequadas. Não é por acaso que nas sociedades mais evoluídas o voluntariado é uma parte integrante do curriculum.
Seria uma aposta ganha se, este ano, em vez de discursos, a nossa classe política decidisse arregaçar as mangas e dedicar algum do seu tempo, gratuitamente, a ajudar quem mais precisa. Quem sabe não encontrariam mais facilmente resposta para a crise.

Governo português contra a defesa dos cristãos


Aura Miguel, RR on-line 04-02-2011 09:45


Quando ouvimos notícias sobre atentados contra cristãos, sofremos e, muitas vezes, revoltamo-nos ao saber que foram mortos cobardemente por ódio à fé, enquanto rezavam, como aconteceu recentemente no Iraque e no Egipto.
Entre nós – no Ocidente - não há perseguição aberta nem martírios frequentes, mas muitos cristãos sofrem certa pressão e discriminação: ao nível da opinião pública, nos programas de ensino impostos pelo Governo, na legislação sobre saúde, sobre a família e a vida humana... Enfim, cada um de nós é capaz de enunciar já hoje um ou outro caso.
Às claras, ou veladamente, a violência e intolerância contra os cristãos é sempre condenável. Claro! Foi o que também achou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália ao propor, esta semana, à UE, uma declaração conjunta para condenar a perseguição religiosa anti-cristã.
A proposta italiana teve o apoio da grande maioria dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União, mas foi bloqueada por cinco países: Portugal, Espanha, Luxemburgo, Irlanda e Chipre. E, por isso, não se chegou a acordo.
Ficamos, pois, a saber que o Governo de Portugal é líder na Europa contra a defesa dos cristãos.

Amigos para sempre

Público, 2011-02-05 Miguel Esteves Cardoso

Os amigos cada vez mais se vêem menos. Parece que era só quando éramos novos, trabalhávamos e bebíamos juntos que nos víamos as vezes que queríamos, sempre diariamente. E, no maior luxo de todos, há muito perdido: porque não tínhamos mais nada para fazer.

Nesta semana, tenho almoçado com amigos meus grandes, que, pela primeira vez nas nossas vidas, não vejo há muitos anos. Cada um começa a falar comigo como se não tivéssemos passado um único dia sem nos vermos.

Nada falha. Tudo dispara como se nos estivera - e está - na massa do sangue: a excitação de contar coisas e a alegria de partilhar ninharias; as risotas por piadas de há muito repetidas; as promessas de esperanças que estão há que décadas por realizar.

Há grandes amigos que tenho a sorte de ter que insistem na importância da Presença com letra grande. Até agora nunca concordei, achando que a saudade faz pouco do tempo e que o coração é mais sensível à lembrança do que à repetição. Enganei-me. O melhor que os amigos e as amigas têm a fazer é verem-se cada vez que podem. É verdade que, mesmo tendo passado dez anos, é como se nos tivéssemos visto ontem. Mas, mesmo assim, sente-se o prazer inencontrável de reencontrar quem se pensava nunca mais encontrar. O tempo não passa pela amizade. Mas a amizade passa pelo tempo. É preciso segurá-la enquanto ela há. Somos amigos para sempre mas entre o dia de ficarmos amigos e o dia de morrermos vai uma distância tão grande como a vida.